se eu não ler
continuará esquecido,
não saberei que errei.
se não pensar em como poderia ter sido,
não haverá lembranças sobre nós.
não irei a ti para dizer,
te deixo assim então
com a tua irrelutância,
com toda sua alta confiança.
e melhor esquecer.
se soubesse que eram palavras
que te dariam confiança,
teria tirado as de ti.
agora tudo que escreve é sobre ti,
e não há mais nada de nós dois.
sexta-feira, maio 25, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
mesmo se tivesse seu compasso.
todas minhas partidas e
todas as minhas distâncias,
caminho ao largo de tudo,
e vou em passos desajeitados.
se me contar assim
que são nesses passos que a vida é feita,
caminhamos desajeitados,
como se tudo passase por belo
seriam sim mais fáceis
as minhas partidas,
minhas distâncias e minhas horas vagas.
mas essas lacunas,
são buracos na melodia.
rompe mesmo a tristeza como una pequeña muerte.
rouba de ti, de mim
e de todos os amantes desastrados desse mundo,
um pequeno pedaço de vida.
todas minhas partidas e
todas as minhas distâncias,
caminho ao largo de tudo,
e vou em passos desajeitados.
se me contar assim
que são nesses passos que a vida é feita,
caminhamos desajeitados,
como se tudo passase por belo
seriam sim mais fáceis
as minhas partidas,
minhas distâncias e minhas horas vagas.
mas essas lacunas,
são buracos na melodia.
rompe mesmo a tristeza como una pequeña muerte.
rouba de ti, de mim
e de todos os amantes desastrados desse mundo,
um pequeno pedaço de vida.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
nem mais uma palavra,
se somos dignos assim
de tanta dor,
não há o que nossos olhos compensem.
o brilho passageiro,
que cala por hora nossa dor,
deixa de sua passagem
as horas marcadas,
um compasso liturgico.
esse nosso rito desprende-nos do mundo,
e dá ritmo ao que sentimos.
se somos assim, de pouco a vida
é um ritmo que se encompassa.
encompassada e entre silêncios,
nossa dor segue entre o que
podemos sentir e os cantos desse culto.
se somos dignos assim
de tanta dor,
não há o que nossos olhos compensem.
o brilho passageiro,
que cala por hora nossa dor,
deixa de sua passagem
as horas marcadas,
um compasso liturgico.
esse nosso rito desprende-nos do mundo,
e dá ritmo ao que sentimos.
se somos assim, de pouco a vida
é um ritmo que se encompassa.
encompassada e entre silêncios,
nossa dor segue entre o que
podemos sentir e os cantos desse culto.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
terça-feira, dezembro 05, 2006
não soam tão altos os teus sonhos
como se possa vê-los flutuando sobre sua cabeça
como nuvens coloridas
ou cintilando seus olhos.
não soam tão alto seus desejos,
como não se fixam seus olhos.
não mira suas vontades com tuas mãos,
nem busca o que se pode.
não te buscas alcançar o que não tem,
e só se vive,
e se vive assim como um qualquer,
quando um sonhardor é feito de desejos e paixões.
a quanto tempo já não sonha?
a quanto tempo o desejo
já não cobre esses seus ohos.
esse seu desejo opaco
e os olhos entre-abertos,
revelam mais um homem cansado.
como se possa vê-los flutuando sobre sua cabeça
como nuvens coloridas
ou cintilando seus olhos.
não soam tão alto seus desejos,
como não se fixam seus olhos.
não mira suas vontades com tuas mãos,
nem busca o que se pode.
não te buscas alcançar o que não tem,
e só se vive,
e se vive assim como um qualquer,
quando um sonhardor é feito de desejos e paixões.
a quanto tempo já não sonha?
a quanto tempo o desejo
já não cobre esses seus ohos.
esse seu desejo opaco
e os olhos entre-abertos,
revelam mais um homem cansado.
quarta-feira, novembro 29, 2006
do sonhador
é remota a dor do sonhador
que sonha sozinho
e sozinho vive no mundo dos sonhos.
é distante sua alma,
que não encontra outra alma,
senão no sonho,
onde sua alma já não é sua.
que sonha sozinho
e sozinho vive no mundo dos sonhos.
é distante sua alma,
que não encontra outra alma,
senão no sonho,
onde sua alma já não é sua.
queria tanto te amar
e me derreter em seu corpo.
correr por ti como uma gota,
de lágrima ou suor, não importa.
queria ao mesmo tempo,
ser este seu suspiro que tarda passar
e gracejar em seu corpo como ar.
pudera eu assim me transfomar,
te alçar a alegria,
te deixar solta e te deixar amar.
mas entre nós corre descabida a tristeza.
pulsam as lágrimas sem destino,
sem deixar espaço para este amor.
e me derreter em seu corpo.
correr por ti como uma gota,
de lágrima ou suor, não importa.
queria ao mesmo tempo,
ser este seu suspiro que tarda passar
e gracejar em seu corpo como ar.
pudera eu assim me transfomar,
te alçar a alegria,
te deixar solta e te deixar amar.
mas entre nós corre descabida a tristeza.
pulsam as lágrimas sem destino,
sem deixar espaço para este amor.
quinta-feira, novembro 23, 2006
terça-feira, novembro 14, 2006
sábado, outubro 28, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
terça-feira, outubro 24, 2006
soa baixo melodia,
mas as lágrimas ainda escorrem com força.
caminho leve para fora desse som,
mas o vento não deixa de levar essa tristeza que toca.
diga-me, até quando devo esperar pelo fim dessa canção?
até então não há paisagem,
esse som desenha nas lagrimas
corações partidos, despedidas, olhos cerrados.
esse é meu caminho dilacerado,
é a trilha de um murmúrio que ressoa.
mas as lágrimas ainda escorrem com força.
caminho leve para fora desse som,
mas o vento não deixa de levar essa tristeza que toca.
diga-me, até quando devo esperar pelo fim dessa canção?
até então não há paisagem,
esse som desenha nas lagrimas
corações partidos, despedidas, olhos cerrados.
esse é meu caminho dilacerado,
é a trilha de um murmúrio que ressoa.
segunda-feira, outubro 23, 2006
é muito rápido este intervalo
entre estar e não estar mais.
esse vazio de cantos que deixastes,
não há onde me apoiar,
e assim tão rápido quanto passa,
peus pés vagueam soltos
neste espaço vazio que seus
caminhos vão deixando.
tento traduzir esse passos como balé,
mas isso não é um sonho,
é um corpo se contorcendo
no espaço branco que sobrou entre nós.
entre estar e não estar mais.
esse vazio de cantos que deixastes,
não há onde me apoiar,
e assim tão rápido quanto passa,
peus pés vagueam soltos
neste espaço vazio que seus
caminhos vão deixando.
tento traduzir esse passos como balé,
mas isso não é um sonho,
é um corpo se contorcendo
no espaço branco que sobrou entre nós.
domingo, outubro 15, 2006
sábado, outubro 14, 2006
podia assim,
deixar ser triste
ou deixar que meus passos
pisassem ao ritmo da canção.
mais eu iria assim,
sussurando um caminho
e nesse tom,
não poderias me alcançar.
podia assim,
com voz baixa,
nos deixar ir e seguir
por caminhos diferentes
e sem pistas.
deixar triste,
porque abandonado.
podia assim,
deixar sem coração,
peito abandonado.
partiriam o vazio
e o coração
cada um em seu lado.
podia assim,
deixar a vaguidão
desses espaços
aos traços mais sutis
dos caminhos da melancolia.
deixar ser triste
ou deixar que meus passos
pisassem ao ritmo da canção.
mais eu iria assim,
sussurando um caminho
e nesse tom,
não poderias me alcançar.
podia assim,
com voz baixa,
nos deixar ir e seguir
por caminhos diferentes
e sem pistas.
deixar triste,
porque abandonado.
podia assim,
deixar sem coração,
peito abandonado.
partiriam o vazio
e o coração
cada um em seu lado.
podia assim,
deixar a vaguidão
desses espaços
aos traços mais sutis
dos caminhos da melancolia.
quarta-feira, outubro 04, 2006
queria que você não fosse tão feliz amando.
te queria com o mesmo vazio que eu.
queria em ti a mesma saudade
que acolhe meus braços.
queria seus braços abertos,
queria sua respiração cansada.
te queria cansada e sofrida, abatida por não amar.
te quero assim como desejo,
possuir seus braços e sentir o gosto
que só pode sair de sua boca.
te queria pelo menos como da última vez
diante de meus olhos com voz doce,
ouvindo meus pecados e dividindo minhas dores.
te queria com o mesmo vazio que eu.
queria em ti a mesma saudade
que acolhe meus braços.
queria seus braços abertos,
queria sua respiração cansada.
te queria cansada e sofrida, abatida por não amar.
te quero assim como desejo,
possuir seus braços e sentir o gosto
que só pode sair de sua boca.
te queria pelo menos como da última vez
diante de meus olhos com voz doce,
ouvindo meus pecados e dividindo minhas dores.
domingo, outubro 01, 2006
terça-feira, setembro 26, 2006
:
queria condensar todas as nossas dores,
deixar minha voz neste pedaço oblíquo de mim.
me falta como sempre,
a capacidade de me reduzir as palavras ao essencial,
falta a vontade de te deixar partir em paz.
essa moral não é sem pena, nem tão ardilosa.
me curvo, me abaixo, desço à terra,
porque recuperar meus pedaços perdidos
e por aquele que ainda carregas contigo.
deixar minha voz neste pedaço oblíquo de mim.
me falta como sempre,
a capacidade de me reduzir as palavras ao essencial,
falta a vontade de te deixar partir em paz.
essa moral não é sem pena, nem tão ardilosa.
me curvo, me abaixo, desço à terra,
porque recuperar meus pedaços perdidos
e por aquele que ainda carregas contigo.
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